VARIAÇÃO LINGUÍSTICA - RIO GRANDE DO SUL


Que barbaridade


Mas báh tchê, hoje vou escrever meu texto contando um pouquinho das gírias lá do sul do Brasil, mais precisamente do povo lá da fronteira do meu estado. Quem não entender nada, não me leve a mal, depois eu deixo tudo em pratos limpos.
Só quem mora pelas'quelas bandas sabe bem o que estou falando, os demais ficarão mais perdidos que cego em tiroteio nessa prosa. Te aprochega vivente! Puxa o mochinho e fica atento que o papo tá só começando.


Por acaso alguém conhece o frio daquela região? Te digo: é um frio de renguear cusco, um convite a lagartear o dia inteiro. De certa feita o melhor mesmo é se entrouxar muito bem e não abrir mão da velha jaqueta que se sobrepõe à todo o resto. O brabo desse frio todo, é levantar de manhãzita e logo ter que sair pra lida, meio mixuruca com tanto frio. Gaúcho odeia sinaleiras intermináveis e acha aquele monte de carros uma tremenda tranqueira, mas fazer o que se a vida espera?


Gaúcho que se preze não deixa ninguém empenhado, faz das tripas ao coração para ver o povo faceiro igual lambari de sanga. Sacode borrachos que adoram dar fiascos pelas ruas e falam que é uma enorme bucha carregar aqueles tapados nas costas. Retossa como louco com seus piás, faz de seu rancho o lugar pra inúmeras carteadas e se, suas visitas estão numa broca desgraçada, acabam fazendo um arroz de carreteiro ou até mesmo, um guizadinho loco de especial.


Adoram festejar qualquer acontecimento, mas quando a gurizada se junta, fazem aquele estrago, e tem aqueles piás que mais parecem ter um bixo carpinteiro no corpo, de tanto que aprontam. Nestas horas o dono do rancho prefere não fazer algazarra nenhuma com o feito e simplesmente se permite apenas pensar que agora sim está lasquiado de vez.


Buenas minha gente, vou parando por aqui...a conversa tá boa, mas eu tô empenhada com umas encrencas. É, tô mal na foto, teve umas criaturas que me atocharam uma mentira e agora preciso resolver de uma vez essa naba que me encontro.


Foi tudo massa, aqui ninguém me cristiou, espero que tenham dado boas gaitadas e numa próxima vez, conto um pouco mais do palavreado bagual.

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